quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Jogos de guerra

Guerra iraque
Quando a guerra vira piada, é hora de abandonar o front. Com o envio do príncipe Harry, terceiro na sucessão ao trono bretão, para "combater" em Basra no Iraque, apenas para cumprir um capricho do rapaz (que, obviamente, tem o devido treinamento militar) e para manter a tradição da família, cumulado com a decisão do premier Tony Blair de retirar as tropas do país, fica bem claro qual é a opinião do governo britânico sobre o conflito no Iraque: aquilo tudo não vai levar a nada! Vamos fazer uma caçada no nosso "bosque real" (lembram daquelas aulas de feudalismo, da 6ª série?)
É engraçado essa tal "guerra do Iraque". Primeiro, porque eu achei que era necessária a existência de, ao menos, dois exércitos, em conflito, algo que acho que nunca houve. Os EUA foram lá, pegaram um dos barbudos que eles queriam, daí virou a "ocupação ao Iraque", com o intuito de devolver a democracia há muito usurpada do povo iraquiano, por um ditador conhecido por Saddam, que havia assumido o poder apoiado por quem? Pelos EUA! Saldo: milhares e milhares de iraquianos mortos, a grande maioria civis; um ditador executado após um julgamento duvidoso; alguns poucos milhares de militares estadunidenses mortos; e um país num caos imensamente maior do que estava há cinco anos atrás.
Há época do começo do assalto ao Iraque, alguns poucos países apoiaram os EUA em tão desastroso intento, destaque para Reino Unido, Austrália, Japão, Espanha e Polônia. Todos se uniram contra Saddam e contra a ONU nessa empreitada! Agora parece que todos esses países acordaram pra vida: com exceção dos EUA, eles retiraram ou estudam a retirada das tropas do Iraque. Já os EUA...
O presidente W. Bush busca acordos políticos para enviar MAIS soldados! O governo estadounidense contraria a ONU, os países que o apoiaram ao início da invasão e até o próprio apelo do povo de seu país, insistindo no erro de manter sob ocupação um território "soberano", sem conseguir nem manter a ordem, nem proteger seus próprios soldados do que a imprensa chama de "ataques terroristas", mas que na realidade é o apelo de uma população que saiu de um regime ditatorial para uma ocupação de um país estrangeiro.
Todavia, eu compreendo o que deve estar passando na cabeça do sr. Bush e de seus "comparsas". Eles estão entre a cruz e a espada! Eles sabem que a ocupação do Iraque está sendo infrutífera e só está causando prejuízos, tanto para a população local, quanto para os cofres estadunidenses, mas se ele desocupar o Iraque, ele estará admitindo o erro de ter realizado a invasão, gasto bilhões de dólares com uma guerra sem sentido, além de ter dispersado a vida de iludidos soldados estadunidenses e de tantos inocentes iraquianos. Provavelmente, o governo norte-americano só tomará uma decisão sensata quanto a essa ocupação no próximo governo, com eleições marcadas para 2008, seja ele republicano ou democrata.
Enquanto isso, continuemos com esses "jogos de guerra", com poucos heróis, mas com bobos da corte de sobra, que atendem pelo nome de George e Harry.

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