
Pelo jeito o tema de hoje nesse blog vai ser Oriente Médio!
Já faz algum tempo em que a ONU, liderada por EUA, França, Alemanha e Reino Unido, vem criticando o programa nuclear iraniano e exigindo o seu desmantelamento, pois teme que o Irã desvirtue seus planos, usando o enriquecimento de urânio para a fabricação de bombas, e não apenas para a produção de energia elétrica. O que eu sempre me pergunto é: o que o Irã fez para todos esses países para ele ser considerado uma ameaça mundial? Ou o fato do islamismo e do Estado se confundirem em um só ente é prerrogativa para que um país seja considerado ameaça mundial?
Obviamente, não sou favorável ao enriquecimento de urânio com fins bélicos, mas porque temem tanto o Irã, se é um Estado que não se envolve em conflitos armados há pelo menos 25 anos, desde a guerra Irã-Iraque, enquanto nesse interím a Inglaterra se envolveu em pelo menos um grande conflito (Malvinas/Falkland) e os EUA em inúmero outros? Por que temer ao Irã e não aos EUA, que é o país que mais utiliza a energia nuclear para a produção de energia elétrica e possue milhares (sim, milhares!) de bombas nucleares ativas, prontas para serem utilizadas? Isso não é exclusivo aos EUA: a França e a Federação Russa, além de possuírem tecnologia nuclear de ponta, também possuem ogivas nucleares ativas! Nunca é demais lembrar também que o único país a ter utilizado bombas nucleares (contra alvos civis) foram os EUA! Por que o Irã é mais perigoso do que qualquer um desses países?
O tratado de não proliferação nuclear, assinado durante a Guerra Fria, não foi plenamente cumprido nem pela Rússia, nem pelos EUA, que ainda possuem arsenal nuclear, mas ninguem cogitou sancioná-los por isso, muito menos realizar embargos econômicos, enquanto o tratamento dado ao Irã é completamente o oposto!
Não dou voto de confiança a nenhum país que enriqueça urânio, pois a história mostra que a linha entre o uso pacífico e o uso bélico da tecnologia nuclear é muito tênue! A maioria dos países (inclusive o Irã) possui eleições diretas para a escolha de seu chefe de governo e essa inconstância torna temerária a tecnologia nuclear. Todavia, é hipocrisia os países que utilizam muito mais o urânio do que o Irã, com um arsenal bélico muito maior e mais avançado, condenarem e ameaçarem-no!
Os países do ocidente (incluo aqui o Japão) têm medo! Não das armas químicas do Iraque, não do arsenal nuclear do Irã, nem do insano líder da Coréia do Norte: o Ocidente teme o que não conhece! Teme um inimigo invisível, que ele mesmo inventou, a sua imagem e semelhança! Teme uma nova Guerra Mundial, igual àquelas que outrora o próprio ocidente causou! Outrora, esse inimigo era um indivíduo que vestia vermelho, com uma foice em uma mão e um martelo em outra; agora, esse inimigo imaginário vive no deserto, e veste um longo turbante branco e uma espessa barba.












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