
A bela "cidade-luz", a romântica Paris, lar dos melhores restaurantes do mundo, de comida refinada, criada por chefes renomados e lar de... ratos?! Mais uma vez o diretor Brad Bird e o pessoal da Pixar Animation Studios revolucionam o mundo dos desenhos (ou melhor, animações!) e levam aos cinemas a história de um ratinho que tem como grande sonho tornar-se um cozinheiro!
Como todo filme da Pixar, "Ratatouille" inicia-se com uma divertida animação chamada "Quase Abduzido" (Lifted), em que morre-se de rir com um jovem ET tentando abduzir um ser humano incrivelmente dorminhoco, enquanto é avaliado por um instrutor. "Lifted", dirigida pelo editor de som dos filmes Jurassic Park e Procurando Nemo, é sua visão cômica da dificuldade de operar um complicadíssimo equipamento e realizar uma tarefa quase impossível sob pressão, sensações que ele conhece bem ao operar suas mesas de som.
Todavia, "Lifted" é apenas um aquecimento para o que nos espera em "Ratatouille": muitas, muitas risadas! Sou um grande fã das animações da Pixar, desde Toy Story. Já assisti a todos os curtas e longas lançados pela empresa e nunca ri tanto quanto ao assistir a história desse ratinho que luta contra o preconceito de sua família e dos humanos em busca de se tornar um verdadeiro chef parisiense.
Rémy é um rato diferente dos outros: ele tem um olfato e paladar muito mais desenvolvidos que os dos roedores comuns! Por conta disso, ele não consegue comer lixo como o resto de sua família, buscando e se arriscando em busca de frutas, queijos e comida fresca. Em suas aventuras, ele descobre a arte da culinária através da televisão e de um livro chamado "Qualquer Um Pode Cozinhar", escrito pelo grande chef Auguste Gusteau, que torna-se seu herói. Rémy desenvolve o prazer e a habilidade de misturar sabores e alimenta o sonho quase impossível de trabalhar em um restaurante. Por um capricho do destino, seu caminho se encontra com o atrapalhado Alfredo Lingüini, faxineiro do restaurante que leva o nome de Gusteau, formando uma dupla quase perfeita! São impagáveis as cenas em que Rémy treina controlar Lingüini puxando o cabelo do faxineiro! O pequeno roedor é carismático, cheio de personalidade, talvez o protagonista mais marcante de todos esses 12 anos de Pixar.
Com o passar dos anos, é nítida a evolução da Pixar em seus roteiros e argumentos cada vez mais elaborados e especialmente na qualidade das animações. A água, os pêlos dos animais, a física e os movimentos são incrivelmente realistas, quase perfeitos, sem com isso deixar a animação com aquele efeito plástico (como Final Fantasy ou mesmo os primeiros filmes da Pixar). Mais ainda é surpreendente a preocupação dos animadores com os mínimos detalhes, como o movimento dos cabelos, os pêlos molhados e especialmente o movimento da respiração de Rémy após ser solto por Lingüini, ainda no início do filme. É evidente a superioridade, tanto técnica quanto criativa da Pixar sobre as animações de outras empresas. É impossível não comparar "Ratatouille" com "Por Água Abaixo", da Dreamworks, e perceber o quanto esta empresa está distante da Pixar Animation Studios em relação ao roteiro, à história e em qualidade técnica, quase incomparável.
Palmas novamente para a Pixar, que a cada animação nos transporta a um novo mundo. Depois de brinquedos, insetos, monstros, peixes, super-heróis, carros e agora, ratos, só nos resta esperar ansiosos pelos próximos verões do hemisfério norte, pois é sempre um prazer ser surpreendido por esses magos do cinema!
Fiquem com um videozinho de 10 minutos de "Ratatouille" e depois corram para o cinema!












1 comentários:
Oieee!!!
Ficou muito bom o texto!!!
Eh realmente esse filme foi muuuuuuuuuuuuuitu hilario e foffys é claru!!!
hehehehehe
=D
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