domingo, 9 de setembro de 2007

Atletismo - Novo recorde dos 100 m rasos

Asafa Powell
Aproveitando o fim de semana de posts esportivos, vale o registro da histórica marca obtida hoje pelo jamaicano Asafa Powell, no Meeting de Rieti, Itália. Desde de 2005 dono do recorde mundial na prova dos 100 m rasos (9.74 segundos), neste domingo ele baixou a marca para espetaculares 9.74 segundos durante uma das semifinais do meeting.
Para quem não acompanha o atletismo, o recorde dos 100 m é um dos mais difíceis de ser batido, pela grande proximidade dos tempos entre os atletas de alto nível. Para se ter uma idéia, a primeira vez que foi baixado o tempo de 10 segundos foi em 1968, por Jim Haines, alcançando 9.95 s. De lá pra cá, a variação foi mínima, de apenas 21 centésimos.
Fiquem com o vídeo desse tempo histórico!


Fórmula 1 - A Ultrapassagem!

lewis
Quem está acompanhando a temporada 2007 da Fórmula 1 está simplesmente assistindo um momento histórico da categoria. Não pela McLaren voltar a ser a melhor equipe, após 8 anos; nem por todo escândalo envolvendo a equipe de Woking e o furto de informações da Ferrari. Mas porque é o primeiro ano do melhor rookie e que talvez entrará na história por tudo o que virá a conquistar na categoria: Lewis Hamilton. O jovem inglês vem mostrando ao longo da temporada que a falta de competitividade, a falta de ultrapassagens, não é culpa dos carros,ou do desenho das pistas, mas sim porque falta uma coisa para os pilotos: braço! Não pude acompanhar a melhor geração da história do automobilismo, em que dividiam o asfalto verdadeiras lendas, como Alain Prost, Nigel Mansell, Nelson Piquet, Niki Lauda, Airton Senna, entre outros. Vivi a chamada "Era Schumacher", em que este alemão, talvez o melhor piloto da história, foi hegemônico, seja com um carro inferior aos rivais (Benneton/94), seja com a incrível Ferrari.
Gosto da técnica do Alonso, do sangue frio do Kimi, da garra do nosso Massa, mas Lewis Hamilton reúne todos esses atributos, o que o tornam um verdadeiro campeão das pistas. Sei que, ainda que lidere o campeonato, a experiência de Fernando Alonso e todos os problemas vividos pela McLaren podem impedir o título do inglês já no seu primeiro ano. Mas sei que, ainda que esse jovem não venha a quebrar os recordes do grande Michael, hegemônico e sem adversários a sua época, dividirá um lugar na história ao lado dos grandes nomes do automobilismo.
Melhor do que elogiá-lo, algo que já estão todos cansados de ler, deixarei o artista mostrar sua obra. Para quem não viu, aproveite; para quem já viu, reveja a melhor ultrapassagem da década.




Mais sobre F1 no melhor blog brasileiro de automobilismo.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Rugby

rugby
O que fazer de tarde entediante, num fim de semana prolongado Ligue a ESPN e assista rugby! Sim, rugby: aquele esporte bretão, jogado com as mãos e com os pés, em que três dezenas de brucutos, com proteção mínima, se enchem de porrada!
Para quem não conhece, o rugby e o futebol nasceram juntos nos colégios e universidades ingleses durante o século XIX, tendo sido separados em 1863, quando foram definidas as regras de cada um. O jogo consiste em dois tempos de 40 minutos, disputados por dois times, compostos por 15 jogadores cada, que tem como objetivo chutar a bola no gol do adversário ou levá-la até a linha de fundo, semelhante ao que ocorre no futebol americano. Os chutes no gol podem ser um "drop" (com a "bola rolando") ou decorrente de uma penalidade, valendo 3 pontos. Um "try" (levar a bola ao fim do campo) vale 5 pontos e dá direito a um chute, que valem 2 pontos extras. Para quem assiste a primeira vez, pode parecer difícil de entender, mas é mais simples do que parece! Uma regra que deveria ser difundida para todos dos esportes é o fato de só o capitão, educadamente, poder falar com o árbitro; qualquer outro jogador está sujeito a punição caso descumpra essa norma muito valorizada.
Enquanto o futebol se difundiu pelo mundo, fazendo enorme sucesso especialmente nos países latinos, como Brasil, Argentina, Uruguai, Espanha e Itália, o rugby faz grande sucesso nos países de origem inglesa, especialmente a Nova Zelândia (melhor seleção do mundo), Austrália (onde deu origem ao Futebol Australiano), Escócia, Gales, Irlanda e a própria Inglaterra. Também tem força na França, alguns países da África, na Oceania e até na nossa vizinha, Argentina. E não é que foi a uma belíssima vitória dos nossos hermanos que eu assisti hoje?!
Hoje começou na França a Copa do Mundo de Rugby, surpreendentemente para nós, brasileiros, a terceira competição esportiva mais assistida no mundo, atrás apenas da Copa do Mundo de futebol e dos Jogos Olímpicos. Os donos da casa enfrentaram os Pumas, da Argentina, e já durante os hinos nacionais já ficou claro a vontade com que os nossos vizinhos jogariam. O hino não foi cantado pelos atletas, mas gritado, com muitos jogadores e torcedores simplesmente envoltos em lágrimas. Não menos emocionante foi o grito de guerra francês, o hino "A Marselhesa" envolvendo todos os presentes ao envento. O resultado do jogo foi 17 pontos para a Argentina, contra 12 da França, que lutou muito, mas perdeu pela força dos sul americanos e pela série de erros dos seus chutadores.
Em um esporte cheio de tradições, não há derrota que entristeça os perdedores, pois após todo jogo há o chamado "terceiro tempo": as equipes se confraternizam, em um banquete cheio de comida e bebida! Já virei fã desse esporte!!!

Deixo um videozinho de tradicionais danças, que algumas seleções realizam antes das partidas, para intimidar seus adversários, como a famosa haka, dos All Blacks, a seleção da Nova Zelândia: